"Esse tipo de "acontecimento" faz com que a gente pense como tudo é frágil e efêmero. É claro que estou dizendo o óbvio, mas não quero dizer nada além disso. As pessoas perdem tempo demais com coisas muito pequenas. Vamos aproveitar o máximo o pouco tempo que temos pra ficar perto das pessoas que realmente amamos. Porque a qualquer momento, elas não vão mais estar por aqui. E ficar lamentando não vai servir pra nada. Porque tem uma hora que as luzes param de piscar e não há nada que se possa fazer. "
roubei do blog do Mário Bortolotto. Adoro os textos dele e hoje tomei a liberdade de roubar esse trecho especialmente emocionante... gosto das coisas que me derrubam, me destróem e me fazem pensar e mudar. É disso que eu gosto.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
profumo di donna
vou postar vídeos que me emocionam... pelo menos durante um tempo, pq se for postar tudo que me emociona, fudeu!
http://www.youtube.com/watch?v=AhJ8tO8bf3A
Uma cena clássica de Perfume de Mulher, a do tango mesmo...
Nesse filme, a última cena em que ele sente e identifica o perfume de uma mulher e fala : Fleur de Rocaille! Meu namorado da época me deu esse perfume. Romantismos. Detalhes sempre fazem a diferença. É a tal de delicadeza de se importar.
http://www.youtube.com/watch?v=AhJ8tO8bf3A
Uma cena clássica de Perfume de Mulher, a do tango mesmo...
Nesse filme, a última cena em que ele sente e identifica o perfume de uma mulher e fala : Fleur de Rocaille! Meu namorado da época me deu esse perfume. Romantismos. Detalhes sempre fazem a diferença. É a tal de delicadeza de se importar.
domingo, 11 de outubro de 2009
só se vive uma vez de cada coisa

Ando muito nostálgica... falo do passado e ele me vem com força, com tanta verdade que me arrebenta o peito. Dá vontade de chorar. Mas não choro.
Não gosto disso. Tenho a sensação de uma vida em vão onde só no passado dos outros encontro algo interessante. Sinto falta da adolescente imprudente que era, displicente, que tinha todas as estrelas prá conquistar. Não conquistei nada. E hoje não tenho estrelas. Vivo numa noite de céu preto.
No momento não consigo superar meus próprios limites. Logo eu que era "o bicho"... me desconheço.
No momento estou em reclusão de mim mesma, nem viver nesse corpo vivo mais.
Toque de Midas ao revés. Irritada. Não esqueci de nada. Apenas de mim mesma.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Sentimentos preservados...

Aos 16 anos de idade éramos todos amigos: Renata loira, Nei, Bado, Paulo, Otávio, Tonho, Henrique. Formamos nossa primeira banda, chamava Livre Pavão, nome dado pelo Nei, o poeta, escritor, compositor, enfim, um puta cara sensível. Tinha uma explicação prá esse nome, algo como as cores do rabo do pavão... hum.... o Nei explicava e parecia fácil.
Renata eu eu éramos as cantoras. Eu segui, ela foi ser enfermeira e mãe de família. Paulo era o batera. Ninguém oscilava mais nos tempos das músicas que ele. Terminamos brigados com ele jogando na minha cara que se eu tinha amigos era graças a ele...
Henrique tocava contrabaixo e morava em Santana. Todo metódico, sério, creio que seja músico ainda, tocava muito bem.
Otávio era o tecladista e eu morria de paixão por ele. Mas tinha uma namorada mais velha, eu não podia competir, ela fazia sexo com ele e eu mal sabia beijar na boca... depois de uns bons anos nos encontramos, montamos uma banda e tivemos um belo caso de amor. Outra hora escreverei sobre ele, vale a pena...
O Bado, originalmente Fábio. Morava no centro e íamos tomar chopp no Leo, que era na frente do ap dele. Puta amigo, ouvíamos Schoenberg juntos, líamos Hegel e defendíamos o PT. Uma vez fomos prá Águas de São Pedro juntos, na época podia fumar até dentro do ônibus da viação Cometa... sinto sua falta amigo...
O Nei foi embora pro Japão. Sim, ele tem ascendência japonesa. Nos correspondemos por algum tempo, depois sumimos um da vida do outro. Ele me ensinou a ouvir The Cure e a curtir todos os livros do Herman Hesse, começando pelo Lobo da Estepe. Mostras e shows no Centro Cultural. Muito Arrigo , Vânia e Tetê. Metrô São Joaquim. Algumas brigas mas sempre muita admiração.
Nunca me esqueci e sinto uma tremenda saudade dessa época da minha vida, o mundo era meu e os meus amigos eram os melhores de todos!
Essa semana o Nei me achou no orkut, tá lá no Japão... faz 19 anos. Ele disse q volta um dia.
Na hora que vi seu email, todo meu sentimento de adolescente voltou... intocado.
Nossa, que felicidade senti em perceber que todo aquele amor pelo meu amigo estava ali, intocado, vivo!
O título do email era: É O NEI, LEMBRA DE MIM?
Porra cara! NUNCA TE ESQUECI!!!
Renata eu eu éramos as cantoras. Eu segui, ela foi ser enfermeira e mãe de família. Paulo era o batera. Ninguém oscilava mais nos tempos das músicas que ele. Terminamos brigados com ele jogando na minha cara que se eu tinha amigos era graças a ele...
Henrique tocava contrabaixo e morava em Santana. Todo metódico, sério, creio que seja músico ainda, tocava muito bem.
Otávio era o tecladista e eu morria de paixão por ele. Mas tinha uma namorada mais velha, eu não podia competir, ela fazia sexo com ele e eu mal sabia beijar na boca... depois de uns bons anos nos encontramos, montamos uma banda e tivemos um belo caso de amor. Outra hora escreverei sobre ele, vale a pena...
O Bado, originalmente Fábio. Morava no centro e íamos tomar chopp no Leo, que era na frente do ap dele. Puta amigo, ouvíamos Schoenberg juntos, líamos Hegel e defendíamos o PT. Uma vez fomos prá Águas de São Pedro juntos, na época podia fumar até dentro do ônibus da viação Cometa... sinto sua falta amigo...
O Nei foi embora pro Japão. Sim, ele tem ascendência japonesa. Nos correspondemos por algum tempo, depois sumimos um da vida do outro. Ele me ensinou a ouvir The Cure e a curtir todos os livros do Herman Hesse, começando pelo Lobo da Estepe. Mostras e shows no Centro Cultural. Muito Arrigo , Vânia e Tetê. Metrô São Joaquim. Algumas brigas mas sempre muita admiração.
Nunca me esqueci e sinto uma tremenda saudade dessa época da minha vida, o mundo era meu e os meus amigos eram os melhores de todos!
Essa semana o Nei me achou no orkut, tá lá no Japão... faz 19 anos. Ele disse q volta um dia.
Na hora que vi seu email, todo meu sentimento de adolescente voltou... intocado.
Nossa, que felicidade senti em perceber que todo aquele amor pelo meu amigo estava ali, intocado, vivo!
O título do email era: É O NEI, LEMBRA DE MIM?
Porra cara! NUNCA TE ESQUECI!!!
domingo, 20 de setembro de 2009
verdades da vida...
Nunca discuta com um idiota. Primeiro ele te arrasta até ao nível dele, e depois ganha de você pela experiência...
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Puta que la merda!

é assim mesmo, Puta que la merda!
Fui ao cinema assistir O Contador de Histórias, filme de Luiz Villaça sobre a vida de Roberto Carlos Ramos. Eu não tinha idéia de nada, mas ando curtindo uns filmes brazucas...
Já de cara me aparece um grande amigo fazendo o papel de bedel na FEBEM de Belo Horizonte: Laerte Mello! Ah, que bom ver uma pessoa que vc gosta fazendo o que gosta! Nos conhecemos faz mais de 20 anos, fizemos um som juntos no programa Boca Livre da TV Cultura, estudávamos inglês na Cultura Inglesa, foi ele quem colocou minha antiga banda Rock Q Pariu prá abrir o show do IRA! no Via Funchal... Laerte, tudo de bom prá vc!
Bom... é a história de um menino que passou pela FEBEM nos anos 70. A mãe na sua inocência. A criança na sua inocência. Uma pátria na sua inocência entregando seus filhos aos leões. Esses mesmos leões que ainda estão aí tirando um sarro da nossa cara, na câmara dos deputados e do senado. Mas essa é outra história...
Esse menino, o Roberto Carlos Ramos teve a oportunidade de conviver com a maravilhosa escritora francesa Marguerite Duras. Encenei Savannah Bay (dela) mas não tinha idéia dessa passagem pelo Brasil. Fico com vergonha de mim mesma... uma mulher inocente e pura, pacenciosa e entregue. Sinto vergonha mais ainda.
Hoje ele é um dos maiores contadores de história do mundo. Mas a maior história é a dele mesmo... quantas histórias pessoais podem ser contadas? A minha, a sua?... será mesmo interessante de serem ouvidas?... puta que la merda... http://cinema.uol.com.br/ultnot/multi/2009/06/08/04023262C0B93346.jhtm?trailer-do-filme-o-contador-de-historias-04023262C0B93346
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Todo amor que houver nessa vida

http://www.youtube.com/watch?v=2GmVajkqLNU
foto tirada por Annie Leibovtz na manhã da morte de John...
Eles estão sentados num banco de praça
ele delicadamente levanta e a espera colocar o casaco sobre o braço
ele desfaz sua trança e solta seus longos cabelos
ela se vira, o olha profundamente e se beijam
Ele aponta para ela
ela ri
Está deitado sobre ela e eles riem juntos...
Estão na praça e dançam
as pessoas olham a cena de amor explícito
Eles se abraçam na praia, correm em direção ao mar
a onda vem e eles fogem
ele escreve na areia: John loves
ela escreve na areia: Yoko loves
a onda apaga
apenas a onda pode apagar
Ele beija seu rosto e parece se despedir
Ela parece que sabe
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